CIRURGIAS PELO CELULAR

Cirurgiões fizeram testes em dois hospitais paulistas com sucesso

Os celulares têm sido grandes aliados da medicina. Aplicativos ajudam pacientes a lembrar de tomar os remédios. Aparelhos de medição, conectados a smartphones, fazem exames de rotina e também permitem a identificação de células cancerígenas em pacientes que vivem em locais remotos. Com os avanços tecnológicos, a expectativa é de que as aplicações se tornem ainda mais complexas.

Observe como funciona uma cirurgia com o uso do smartphone

Uma equipe brasileira, por exemplo, trabalha para que o dispositivo que está no seu bolso possa ajudar neurocirurgiões a realizar procedimentos de forma mais segura e barata. Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e do Hospital Israelita Albert Einstein acoplaram um smartphone a um endoscópio para realizar cirurgias pouco invasivas no cérebro, indicadas para tratar complicações como aneurismas e tumores.

A proposta é que a câmera do celular seja usada para registar as imagens do endoscópio captadas dentro do cérebro. O aparelho funciona também como tela, para que, ao longo do procedimento, o cirurgião acompanhe os movimentos que faz sem ter que desviar o olhar para um monitor maior. O celular pode, ainda, gravar e transmitir, em tempo real, o vídeo da cirurgia, abrindo a possibilidade de o conteúdo ser enviado para qualquer lugar do mundo.

Hospital Israelita Albert Einstein em SP

O método mostrou-se eficaz durante experimentos com 42 pacientes, incluindo cirurgias de emergência. O dispositivo funcionou bem em todos os casos, e não houve complicações relacionadas ao uso do celular. “O estudo mostra o uso do procedimento em 42 pacientes, mas ele já foi usado em mais de 100 com sucesso”, afirma Maurício Mandel, principal autor do estudo e neurocirurgião do Hospital das Clínicas da USP e do Hospital Israelita Albert Einstein. “O celular funciona como uma tela, mas também pode transmitir a cirurgia ao vivo para qualquer lugar do mundo. Dessa forma, você pode ter uma segunda opinião, ele quebra essa barreira”, complementa.

Fonte: www.correioweb.com.br
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