O RISCO DAS PRÓTESES DE SILICONE

 
Shauvon Torres teve os implantes estourados 
Durante uma prova no reality show The Real World, da MTV americana, a participante Shauvon Torres, 24 anos, sofreu um acidente inusitado. Ao saltar em um lago, o impacto fez com seus implantes de silicone nos seios estourassem. Aos gritos, ela foi socorrida e levada ao hospital. Segundo reportagem da US Magazine, o fato a afastou do programa por recomendação médica. O episódio suscita, no mínimo, uma questão entre as mulheres que têm ou desejam colocar silicone nas mamas: isso pode acontecer com qualquer uma?

Segundo o cirurgião plástico Ubirajara Guazzelli, de São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o risco de uma prótese de silicione estourar sozinha é pequena. “Após seis anos de uso, a chance de romper espontaneamente é de 1% ao ano.”

Já o rompimento com trauma, como aconteceu com Shauvon Torres, é mais comum. “Vejo isso ocorrer em acidentes automobilísticos ou pancadas muito violentas”, disse o médico. Mesmo assim, a mulher não precisa se assustar, pois, segundo o cirurgião plástico, o gel usado nas próteses é coesivo, ou seja, semelhante à gelatina. Esse tipo de material – muito mais seguro que a versão líquida – evita que extravase para o organismo e cause complicações de saúde.

O trauma gera dor, sim, como aconteceu com a participante do reality show. E ela pode vir acompanhada de hematoma, deformidade na prótese (quando ela perde o formato arredondado) e grande inchaço. Guazzelli, portanto, alerta que qualquer um desses indícios podem indicar que a prótese se rompeu e, nesse caso, é hora de procurar um médico.

O melhor exame para constatar a suspeita de rompimento é a ressonância magnética de mamas. Se constatado, a prótese deve ser trocada, mas não se trata de um procedimento urgente. “Exceto se tiver sangramento dentro da mama. Nesse caso, o sangue precisa ser drenado rapidamente”, afirmou Guazzelli.

Cirurgião Guazelli: “Após seis anos de uso,
a chance de romper é de 1% ao ano”
Caso em Porto Alegre
 
A 6ª Vara Federal de Porto Alegre negou o pedido para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fosse obrigada a indenizar uma paciente com implante da prótese de silicone da empresa Poly Implants Prothese (PIP).
“A Justiça reconheceu que a Anvisa não pode ser responsabilizada pela fraude. O implante usado na paciente não é o mesmo que do que havia sido registrado no País”, afirmou o diretor adjunto da agência, Luiz Roberto Klassmann. A ação foi extinta sem julgamento de mérito.
Klassmann: “A Anvisa não
pode ser responssabilizada”.
A autora da ação sofreu rompimento da prótese de silicone PIP, adulterada pelo fabricante. Durante a cirurgia de remoção, ela teve perda do tecido mamário. Na ação, ela reivindicava pagamento pela agência por danos morais. Klassmann afirma que esta é o terceiro processo movido contra a agência por consumidoras. Em nenhum deles a Anvisa foi condenada ao pagamento de indenização.
As próteses PIP foram distribuídas no Brasil entre 2005 e 2010, quando tiveram a sua venda suspensa, diante da descoberta de que elas haviam sido fabricadas com silicone industrial, impróprio para uso humano. Em dezembro de 2011, o registro das próteses foi cancelado no País. O Ministério da Saúde, um mês depois, afirmou que mulheres que tivessem suas próteses rompidas poderiam fazer a cirurgia de reparação pelo Sistema Único de Saúde.
Fontes: Jornal O Estadão (Ed. 23.11.12) e site www.beleza.terra.com.br  
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