PALESTRA ABORDA O “BIOMONITORAMENTO” EM ESTEIO

A urbanização tem deteriorado o espaço urbano

A partir da década de 1960 o crescimento e o adensamento que ocorreu nas principais cidades brasileiras tem resultado em modificações do ambiente que na maioria das vezes interfere na qualidade de vida das pessoas.
A crescente urbanização constitui uma preocupação de todos os profissionais e segmentos ligados à questão do meio ambiente, pois as cidades avançam e apresentam um crescimento rápido e sem planejamento adequado, o que contribui para uma maior deterioração do espaço urbano.
Dentre outros fatores, as cidades cresceram em conseqüência do êxodo rural provocado principalmente pela mecanização da agricultura ou pela substituição das atividades agrícolas pelas pastagens. A grande quantidade de pessoas que passaram a fazer parte do contingente urbano a partir deste processo se estabeleceu em áreas, muitas vezes, desvalorizadas e consideradas “sem utilização” e em áreas de proteção ambiental. 
A escolha correta de bioindicadores também foi tema da palestra
A expansão urbana associada ao planejamento ineficaz fez com que houvesse a degradação do ambiente com interferências na qualidade de vida. As cidades possuem características específicas tais como: diferenciados usos e ocupações do solo, modificações climáticas e ambientais, que acabam por gerar um ecossistema próprio dos centros urbanos. Através disso, a cidade se mostra como uma segunda natureza, modificada pelo homem que expressa as relações sociais de um espaço produzido para se viver dentro dos parâmetros mundiais de modernização.
Desta forma, as cidades necessitam de um planejamento urbano adequado e que ofereça o suporte necessário ao seu crescimento, contribuindo com as necessidades básicas de qualidade de vida para a população. Assim uma proposta eficaz e rápida para o aumento da demanda populacional seria a realização de um planejamento urbano que considere os indicadores de qualidade de vida.
Professor Gustavo falou da importância do biomonitoramento
A qualidade de vida está diretamente ligada à qualidade do ambiente e para se estabelecer esta relação é necessário realizar previamente uma análise ambiental. Para se realizar esta análise ambiental deve-se levar em consideração vários elementos como, por exemplo: presença de vegetação, densidade populacional, uso e ocupação do solo, clima. Desta forma, áreas verdes, baixa densidade populacional, lotes e moradias adequadas e condições climáticas favoráveis, são de extrema relevância para se ter uma qualidade ambiental e de vida adequada (Amorim, 1993).
  
A forma como acontece o uso e a ocupação do solo urbano relacionada à disposição do relevo pode gerar significativas alterações no campo térmico urbano. Deste modo, o descontrole processual em que se dá o uso desse solo dificulta tecnicamente a implantação de infra-estrutura, produz altos custos de urbanização e gera desconforto ambiental, tanto em nível térmico, acústico, visual ou de circulação. Tudo isso contribui, de acordo com Lombardo (1985, p. 18) para uma contaminação ambiental que resulta num ambiente desagradável para o convívio humano.
Levando em consideração aspectos como estes relacionados anteriormente, aconteceu no último dia 13 de março, quarta-feira, a palestra do professor e biólogo Gustavo Marques da Costa, denominada “Biomonitoramento da Qualidade Ambiental”. A palestra fez parte da disciplina de Saúde Ambiental, ministrada pela professora Suliany Ordakowski.

O professor Gustavo apresentou o conceito de biomonitoramento e sua importância para a Saúde Pública e, principalmente, para a Saúde Ambiental. 
Alunas estiveram atentas às palavras do professor Gustavo

Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer vários tipos de bioindicadores, sendo que as respostas destes frente às modificações no ambiente podem ser tanto a níveis macroscópicos como microscópicos. Foi salientado também a importância de uma seleção correta de indicador de acordo com a área analisada, dependendo do que se quer analisar, ou seja, do objetivo. Assim, pode-se controlar a poluição e realizar ações para mitigá-la para uma melhor saúde ambiental e, consequentemente, melhor qualidade de vida.

Após a palestra os alunos realizaram exercício prático relacionado com o assunto abordado pelo palestrante.
   
Fonte:  http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-194-46.htm
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