PARADA RESPIRATÓRIA

A morte do cantor Wando, que após internação com problema cardíaco mostrava progressos na melhora de saúde, e que faleceu de forma repentina, suscita a discussão de um assunto pouco conhecido, a parada respiratória. Esse mal que mata muitos brasileiros possui alguns cuidados que podem salvar as pessoas quando ocorre longe dos recursos médicos. Basta que se tenha alguma prática e cuidados para atuar, principalmente para  profissionais que já frequentaram os bancos escolares das escolas técnicas. 

A Parada Respiratória é a cessação dos movimentos respiratórios, que pode ocorrer por obstrução das vias aéreas, por depressão do mecanismo de inspiração e expiração, ou ainda como fenômeno secundário a uma parada cardíaca. Quando ocorre a parada respiratória, é necessário que a respiração da vítima seja imediatamente restabelecida. Caso contrário, ela estará sujeita a morte em poucos instantes.

Como detectar:


Observar os sinais graves: Se o peito da vítima não se mexer ou se os lábios, face, língua e unhas ficarem azulados, certamente houve parada respiratória.

O que fazer: Aplique respiração de socorro imediatamente.

Como fazer a respiração artificial ou de socorro: Afrouxe roupas, desobstrua a circulação do pescoço, peito e cintura. Desobstrua as vias aéreas (boca ou garganta). Coloque a vítima em uma posição correta. Ritmo: 15 respirações por minuto. Observação importante: ficar atento para reiniciar o processo a qualquer momento, caso seja necessário.
Métodos de Respiração Artificial: Método boca-a-boca (para crianças) Deitar a criança com o rosto para cima e a cabeça inclinada para trás. Levantar o queixo projetando-o para fora. Evitar que a língua obstrua a passagem de ar. Colocar a boca sobre a boca e o nariz da criança e soprar suavemente até que o pumão dela se encha de ar e o peito se levante. Deixe que ela expire livremente e repita o método com o ritmo de 15 respirações por minuto. Pressione também o estômago para evitar que ele se encha de ar. Método boca-a-boca (para adultos) Deitar a vítima de costas.

Levantar o pescoço com uma das mãos, inclinando a cabeça para trás. Com a mesma mão, puxe o queixo da vítima para cima, impedindo que a língua obstrua a entrada e saída de ar. Coloque a boca sobre a boca. Feche bem as narinas da vítima com o polegar e o indicador. Depois sopre dentro da boca até que o peito se levante e deixe que o indivíduo expire livremente. Repita o processo na freqüência de 15 vezes por minuto.
Método Holger-Nielsen 

Caso não haja condições de realizar o método boca-a-boca e seja detectado a ausência de fraturas, pode-se combinar a pressão exercida nas costas da vítima com movimento dos braços. Deitar o paciente de bruços, com a cabeça apoiada nas mãos e o rosto voltado para um dos lados para melhor respirar. Junte os seus joelhos a cabeça da vítima e em seguida espalme as mãos nas costas dela. Os seus pulsos devem ficar na altura das axilas do individuo. De forma vagarosa movimente para a frente até que seus braços estejam quase verticais. Ir aumentando a pressão gradativamente.

Em seguida, ajuste o peso do seu corpo sobre as costas da vítima e use movimentos menos bruscos para a compressão final. Como última etapa desse processo, segure os cotovelos da vítima e levante seus braços para trás até sentir a resistência máxima dos ombros. O ritmo é de 12 vezes por minuto podendo se estender por mais de quatro horas até que a respiração esteja restabelecida e o médico tenha chegado. Método Sylvester Esse método também é usado na impossibilidade de fazer o boca-a-boca.

Colocar a vítima com o rosto para cima. Apóie algo por baixo dos ombros para que a vítima incline a cabeça para trás. Ajoelhe-se diante da vítima e coloque a cabeça dela entre os seus joelhos. Segure-lhe os braços pelos pulsos. Cruze-os e comprima-os contra a parede inferior do peito. Depois puxe os braços do individuo para cima, para fora e para trás o máximo que puder. Repetições: 15 vezes por minuto.

Cuidados: Mantenha a vítima aquecida e afrouxe as roupas dela. Aja imediatamente, sem desanimar. Mantenha a vítima deitada. Não dê líquidos para a vítima inconsciente. Nunca dê bebidas alcoólicas logo após recobrar a consciência. São aconselháveis café ou chá. O transporte da vítima é desaconselhável, a menos que seja possível manter o ritmo da respiração de socorro. A posição precisa ser deitada. Procure um médico e transporte a vítima quando ela se recuperar.
O que pode causar: 

Gases venenosos, vapores químicos ou falta de oxigênio. 

Procedimento: remover a vítima para local arejado e fora de perigo de contaminação. Em seguida, aplique a respiração artificial pelo método boca-a-boca. 

Afogamento 

Procedimento: retirar a vítima da água. Inicie a respiração artificial imediatamente assim que ela atinja local plano, como por exemplo, no próprio barco. Agasalhe e comprima o estômago, se necessário, para expulsar o excesso de água.

Sufocação por saco plástico 

Procedimento: rasgar e retirar o saco plástico, depois iniciar a respiração boca-a-boca. 

Choque elétrico 

Procedimento: não tocar na vítima até ter a certeza que ela não está mais em contato com a corrente. Pode-se desligar a tomada quando possível ou tentar afastar a vítima do contato elétrico com uma vara ou algo semelhante que não seja condutor elétrico. Em seguida inicie a respiração artificial.
Abalos violentos resultantes de explosão ou pancadas na cabeça e envenenamento por ingestão de sedativos ou produtos químicos 

Procedimento: iniciar imediatamente a respiração boca-a-boca. 

Soterramento 

Procedimento: fazer respiração boca-a-boca vigorosamente, evitando novos desmoronamentos. Tentar liberar o tórax da vítima. 

Sufocação por corpos estranhos nas vias aéreas do bebê, da criança, do adulto 

Procedimento: desobstruir as vias aéreas e iniciar a respiração artificial.
Fontes: 
www.desvendar.com 
www.avenidapaulista.com.br 
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