A COMIDA NO VERÃO

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Técnico em Nutrição e Dietética consegue elaborar cardápios saudáveis

Os preços altos de alimentos e bebidas especialmente nas praias são justificativa suficiente para levar o lanche de casa. Por causa do calor e de problemas recorrentes no preparo e armazenamento de produtos à venda em quiosques, por ambulantes e restaurantes, levar comida pronta pode ser opção para não passar mal.

As altas temperaturas, somadas à falta de higiene no preparo dos alimentos, estimulam a proliferação de microrganismos que aumentam as chances de os produtos estragarem, explica o superintendente da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Coutinho. Ele alerta que, na praia, por exemplo, devem ser evitados todos os derivados de animal, como o queijo coalho na brasa e o espetinho de camarão.

— O camarão tem todos os riscos possíveis e imagináveis: tem corante, para dar aquela cor avermelhada e passar uma falsa impressão de frescor, tem a validade e a falta de higiene no preparo. Geralmente, está passado porque foi retirado há horas e horas do gelo, portanto, cheio de microrganismos (que causam doenças) — destacou Coutinho.

Entenda os riscos de intoxicação alimentar no verão

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Na praia alguns alimentos devem ser evitados

No pós-praia, ele sugere evitar ainda o churro e o milho:

— Há casos em que a água do milho e o próprio milho estão cheios de larva, porque água de cocção não é trocada há dias.

A nutricionista Edna Garambone lembra que os sanduíches com salpicão ou qualquer produto que contenha maionese devem ser rejeitados nesta época. Apesar de o sanduíche natural ser um hábito do carioca, ela alerta que, fora da refrigeração, o produto estraga rápido. A orientação é optar por frutas que contenham bastante água como melancia, melão e manga.

— Banana, maçã, pera e ameixa frescas são fáceis de transportar — acrescenta Edna.

Para quem não se contenta com frutas na refeição, o superintendente diz que o melhor mesmo é levar comida de casa. Segundo Coutinho, a comida preparada no mesmo dia e armazenada em isopor tem menos chances de fazer mal à saúde.

A família de Vânia Bastos Domingos, de 43 anos, mesmo sem saber da recomendação, já cumpre à risca. Aproveitando o dia na Praia de Ipanema, levou sanduíches de queijo e bebidas em uma bolsa térmica. Ela não acrescentou nem presunto.

— Não gosto de colocar [presunto] para não estragar, com esse calor não dá para arriscar — comentou.

Pensando em economizar, Nilcéia dos Santos, de 42 anos, e as três filhas também fizeram sanduíches para passar o dia na praia.

— Trouxe tudo de casa, tudo armazenado aqui na bolsa. Só compramos aqui o gelo para não carregar bolsa pesada — contou.

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Alimentos fritos e gordurosos também devem ser evitados

Segundo Coutinho, até o frango assado, quando preparado no mesmo dia e bem armazenado, pode matar a fome sem provocar qualquer infecção intestinal.

— Não é vergonha ser farofeiro. São pessoas que fazem a comida fresquinha, o empadão, o frango ou o sanduíche e sabem que esses produtos têm um tempo para ser consumidos — frisou.

Fora de casa, também é preciso evitar tomar bebidas na lata ou diretamente nos frascos. O ideal é usar o canudinho ou copos plásticos, sem encostar a boca no recipiente.

O Técnico em Nutrição e Dietética é o profissional envolvido em todas as ações ligadas à alimentação humana, a partir de estudos das necessidades nutricionais dos indivíduos e da coletividade, sadios e enfermos, em todas as fases do ciclo vital, sob supervisão do nutricionista. Atua em ações de transporte, estocagem, seleção e preparo de alimentos visando seu aproveitamento integral e tomando cuidados com a segurança alimentar, a distribuição dos alimentos segundo normas específicas, a elaboração de cardápios de acordo com o público-alvo a que se destinam, além de inúmeras ações ligadas à avaliação do estado nutricional e à educação alimentar de indivíduos e das comunidades, operadores de cozinha, comerciantes de alimentos in natura e industrializados, bem como, atividades de combate às doenças de origem alimentar e carências nutricionais.

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