ALUNOS DE TAQUARA EM AULA PRÁTICA

Rio dos Sinos – sinuoso como uma cobra
Mortandade de peixes em dezembro de 2010
O Rio dos Sinos é um rio manso. Sinuoso como uma cobra, desliza devagar em 80% de sua extensão por uma planície que se estende da nascente, encravada a 600 metros de altura, no município de Caraá, no Nordeste gaúcho, até a foz, na divisa entre Canoas e Porto Alegre, no Lago Guaíba. São 190 quilômetros de extensão e uma baixa capacidade de oxigenação. Coletas de amostras para análise histórica foram realizadas à vazante e à jusante (no início e no fim do limite de cada município) e na foz dos principais arroios, a partir do rio Paranhana, em 80% do Sinos em março de 2011 – e comprovou que essa mansidão está diretamente ligada à fragilidade do rio.

Isso porque, segundo a Promotoria de Meio Ambiente, a última mortandade de peixes, ocorrida em dezembro de 2010, entre Sapiranga e São Leopoldo, esteve diretamente ligada ao lançamento irregular de efluentes industriais de três empresas localizadas entre Três Coroas e Taquara. Isso demonstra que, se dependesse apenas da sua nascente, o rio já teria sido extinto há muito tempo. O que garante a sobrevida do Sinos é uma transposição feita na região de Canela, onde o sistema de barragens do Salto, Canastra e Bugres, no rio Santa Cruz, alimenta o Sinos com água do rio Caí através do rio Paranhana.

Já o Rio Paranhana nasce na divisa dos municípios de São Francisco de Paula e Canela, a 807 metros de altitude e passa pelos municípios de Três Coroas, Igrejinha, Parobé e Taquara onde, a 20 metros de altitude ao nível do mar, se encontra com o Rio dos Sinos.
Alunos e alunas coletam bioindicadores
Os índios que habitaram a região no passado deram o nome de Paranhana ao Rio, na língua portuguesa Paranhana quer dizer “águas em movimento” ou “rio de corredeiras”. O Rio Paranhana por muitos anos chamou-se “Santa Maria” devido ao nome da região na época da colonização.
Em decorrência da urbanização, o Rio sofreu a ação do homem, através de obras e ações inadequadas. Na época em que foram feitas estas intervenções não era comum analisar o impacto ambiental.
A aula prática aproxima os alunos da realidade 
Sabedores das características destes dois rios tão importantes para toda a região, na manhã de 18 de agosto, os alunos do Curso Técnico em Meio Ambiente da Escola Profissional Unipacs de Taquara, orientados pela profª Natália Soares, realizaram coleta e análise de bioindicadores nas águas do Rio Paranhana no município de Igrejinha. A atividade prática foi realizada junto ao Centro Ambiental Augusto Kampff.
Para a profª Natália, as atividades práticas realizadas pelos alunos são oportunidades imprescindíveis para que os mesmos tenham contato com aspectos da atividade profissional. Segundo ela, esta prática coloca o aluno dentro da realidade que irão encontrar no mercado de trabalho, executando ações de diagnóstico e buscando soluções que possibilitem reduzir o impacto das atividades industriais no meio ambiente.    
Fontes de consulta:
Jornal Extra Classe – Edição Jun 2011
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