PARA DORMIR NAS NUVENS

Escolha certa do colchão pode garantir duas décadas de noites tranquilas, ou vinte anos de sono perdido

Escolher o colchão errado não prejudica somente a qualidade do sono: o corpo todo sofre na tentativa de se acomodar sobre uma superfície desconfortável. “Um colchão ruim pode provocar insônia e tensão muscular, o que acarreta dores crônicas, problemas na coluna e vícios de postura”, alerta a coordenadora da escola da coluna do curso de Fisioterapia da Pontifícia Uni­ver­sidade Católica do Paraná (PUCPR), Auristela Moser. Dormir em um colchão confortável contribui para um sono tranquilo, o que traz reflexos diretos na disposição e produtividade durante o dia.
Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), quem chegar aos 60 anos terá passado pelo menos 20 anos de sua vida deitado sobre um colchão. Dormir por duas décadas sobre um produto inapropriado rende dores de cabeça, torcicolos, incômodos musculares e na região lombar.
“Não existe um colchão para cada tipo de problema de coluna. O produto precisa ser confortável e ajudar a manter as curvas fisiológicas do corpo para que, quando deitados, a coluna se mantenha na mesma posição de quando estamos em pé”, explica o vice-presidente da regional paranaense da Socie­dade Brasi­leira de Ortopedia (SOB) e chefe do grupo de coluna do Hospital de Clínicas da Univer­sidade Federal do Paraná (UFPR) e do Hospital do Trabalhador, Xavier Soller.
Os profissionais de saúde lembram que um colchão não deve ser companheiro de uma vida toda: a cada 10 anos é preciso trocar o produto, pois ele se adapta às curvas do corpo, o que “vicia” o formato do material e força as articulações e músculos.
NA MEDIDA
O colchão não pode ser nem macio demais, nem muito duro. Veja por quê:
– Colchão muito duro: não traz benefícios para a saúde. É como deitar sobre uma porta. Isto porque força a musculatura e as articulações, pois o colchão não acompanha a flexibilidade da coluna e os movimentos do corpo. É muito prejudicial para pessoas que sofrem com artrose, pois intensifica as dores devido à pressão nas articulações.
– Colchão muito macio: pode até ser confortável, mas é péssimo para a saúde. Não oferece resistência aos movimentos – o corpo afunda e isso provoca dores, pois os músculos ficam tensionados na tentativa de manter a curvatura da coluna.
Um colchão não deve ser só de molas: elas são acompanhadas por uma camada extra em espuma, látex ou viscoe­­­lástico, chamada pillow top.
– Vantagens: acompanha o movimento do corpo; respeita a curvatura da coluna; tem durabilidade e boa adaptação para casais. Prefira as molas ensacadas, em que a superfície se mantém estável onde não há pressão. Molas entrelaçadas ou bonnel garantem molejo, mas, se usadas por casal, caso um se mexa, o outro sentirá.
– Desvantagens: se o colchão não for de boa qualidade e se não for bem conservado, as molas centrais afundam no centro.
– Preço*: solteiro R$ 500 a R$ 5,2 mil e casal R$ 800 a R$ 8,1 mil (colchão com mola e outro material).
A dica é procurar a densidade 28, que possui uma maciez intermediária e é coringa para a maioria das pessoas. A densidade 32 é mais dura e necessita de um tempo de adaptação para que o corpo se acostume a ela.
– Vantagens: preço mais acessível.
– Desvantagens: não é ideal para casais, pois ao escolher uma densidade, um dos dois dormirá em um colchão inapropriado; baixo poder de amortecimento; com o tempo a espuma perde a capacidade de voltar para a forma original.
– Preço*: solteiro R$ 300 a R$ 1,2 mil e casal R$ 500 a R$ 1,8 mil.
Fonte: Gazeta do Povo – Curitiba-PR – acesso em 20.03.2012
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